domingo, 26 de maio de 2013

Atleta deixa RG com técnico e não consegue fazer prova da Unesp


Jovem de Tupã não conseguiu falar com o treinador de vôlei.
Enquanto esperava o filho na prova, mulher aproveitou para tricotar.


João Pedro estava sem o RG e não conseguiu entrar para fazer a prova (Foto: Ana Carolina Levorato/G1)João Pedro estava sem o RG e não conseguiu entrar para fazer a prova (Foto: Ana Carolina Levorato/G1)
Os portões da Instituição Toledo de Ensino (ITE) fecharam às 14h em ponto e alguns estudantes não conseguiram entrar para realizar o vestibular do meio de ano da Unesp, neste domingo (26), em Bauru (SP). Foi o caso do estudante João Pedro Labadessa, de 17 anos. Morador de Tupã, o jovem saiu da cidade às 8h para chegar a tempo em Bauru, mas por estar sem RG, não conseguiu entrar na sala, onde prestaria a prova, como treineiro, para o curso de engenharia de produção.
“Jogo vôlei e como estamos em um campeonato, meu técnico teve que ficar com meu RG. Liguei pra ele várias vezes, mas não deu tempo dele trazer. Trouxe minha carteirinha de estudante, mas os ficais não aceitaram. Disseram que não era oficial”, conta o estudante que esperava do lado de fora da faculdade o amigo que conseguiu entrar. Segundo o João Pedro, que também fez inscrição para o Enem como treineiro, apesar de ter ficado para fora, o transtorno não foi tão grande. “Uma pena foi ter perdido a experiência, mas como vou prestar outras vezes, estou tranquilo”, ressalta. “Minha mãe sabia que eu tinha saído de casa sem documentos, mas quando eu liguei para ela e contei que não tinha entrado, o 'bicho' pegou”, explica o jovem que viu pelo menos mais duas meninas saírem chorando da ITE também por problemas nos documentos.
O estudante ainda pretende prestar outras provas para faculdades como UEM, USP e Unesp também no final do ano. E para esperar o amigo de Tupã sair da prova, a alternativa para o jovem foi ler através do celular. “Enquanto espero meu amigo aproveito para ler mensagens da bíblia pelo meu celular”, conta.
Mãe de estudante, Vilma usou a espera para adiantar encomendas de tricô (Foto: Ana Carolina Levorato/G1)Mãe de estudante, Vilma aproveitou para adiantar
encomendas (Foto: Ana Carolina Levorato/G1)
Espera e tricô
Já a telefonista Vilma Nakada encontrou um jeito útil de passar o tempo enquanto esperava o filho de 17 anos sair da prova da Unesp. Com duas agulhas e alguns novelos de lã, a moradora de Marília (SP) aproveitou o tempo para adiantar algumas encomendas feitas de tricô.  “Faço boleros, cachecóis, entre outros, e como eu que trouxe meu filho para fazer o vestibular, para mim esse tempo não é desperdício, é bem útil”, conta a telefonista que pode esperar o jovem, que também presta engenharia de produção como treineiro, até às 18h30.
Pela primeira vez em Bauru, a mariliense conta que saiu cedo de casa para que pudesse encontrar o local da faculdade a tempo. “Como nunca tinha vindo para Bauru, preferi sair cedo de casa para que pudesse pedir informações de como chegar até a instituição de ensino a tempo”, diz Vilma, que também trouxe três amigos do filho para prestar vestibular na cidade. “Além do mais, até ele sair, acho que consigo até terminar um cachacol. Melhor que ir gastar no shopping, né?”, se diverte a telefonista
.

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